Certo dia, um pai encheu uma cabaça com carne de carneiro e embrulhou num belo pano de seda. Em outra cabaça, o pai colocou ouro, prata e pedras preciosas embrulhando em panos comuns e de aparência desgastada.
Logo depois, chamou seus dois filhos um chamado Olho e o outro chamado Cabeça, para que cada um escolhesse uma cabaça para si.
O Olho se deparando com a beleza e ostentação do pano de seda foi correndo escolher a primeira cabaça, deixando a segunda para seu irmão.
Desembrulhando a cabaça, Olhos se depararam com a apetitosa carne de carneiro. Logo chamou alguns amigos e se deliciou com a guloseima.
Ao desembrulhar a cabaça que restou, Cabeça perguntou decepcionado: “O que vou fazer com essas coisas que não posso comer? Mas como foi meu amado Pai que me concedeu, guardarei com extremo carinho!
Passando alguns dias, Cabeça foi apreciar o que o Pai tinha concedido a ele, nessa hora foi que percebeu o quanto era valioso o presente que recebera. Concluindo o quanto a sua cabaça era mais valiosa do que a do seu irmão Olhos.
Logo, o pai chamou seus filhos à sua presença novamente e lhes perguntou o que encontraram em suas cabaças.
O Olho foi logo respondendo que encontrara um bom pedaço de uma carne muito saborosa, que consumiu em segundos.
Então Cabeça tomou a palavra e disse que encontrara tudo o que representava a riqueza no mundo e agradeceu profundamente o pai.
Assim o pai sentenciou: “Olho, a tua visão te atrapalha! Tu enxergas sem ver! És enganado pelo seu próprio dom. Cabeça, tu consegues escolher o melhor mesmo o que aparenta não ser. Tendo assim a capacidade de ver aquilo que o Olho não consegue. Portanto, a partir de hoje, Cabeça tomará todas as decisões, pois não se engana com as aparências.”
A análise da história é muito simples, sendo muito fácil notar que se trata da importância que o raciocínio, o equilíbrio e o discernimento possui sobre a impulsividade, o desejo e a ostentação.
A história fala de equilíbrio, para que em nossos caminhos não escolhermos aquilo que queremos por impulsividade ou por ostentação e sim analisarmos muito bem a situação e escolhermos o que é melhor para nós. Também cita que aquilo escolhido por impulsividade tem um aproveitamento extremamente passageiro, se extinguindo muito rápido. Já a escolha pelo discernimento traz um aproveitamento duradouro.
Pense nisso!
Sandra Barbosa®

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