domingo, 19 de dezembro de 2010

A fábula do ...

Porco-espinho

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.



Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor. 
Por isso decidiram se afastar uns dos outros e voltaram a morrer congelados, então precisavam fazer uma escolha: Ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros. 

Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. 
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. 
E assim sobreviveram.



Moral da História 

O melhor do relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades.

Obras de Usina no Rio Madeira ilude migrantes.

Reportagem revela um esquema criminoso de recrutamento de pessoal para erguer hidrelétrica em Porto Velho (RO) subcontratadas buscam driblar a legislação trabalhista e emitem até boleto bancário para receber taxas ilegais cobradas das vítimas para esta garanta a sua vaga.

Este artifício é muito utilizado para atrair trabalhadores submetidos à escravidão rural, o aliciamento criminoso é feito por meio de "gatos" - como são chamados estes intermediadores na contratação de mão de obra. Em vez de regredir esses “GATOS” vem se alastrando por novos "mercados".Essa é a situação verificada nos canteiros das obras da construção das usinas hidrelétricas do Rio Madeira.

Os “gatos” agem por meio de empresas formais subcontratadas presentes em diversos Estados, onde buscam driblar a legislação e emitem até boleto bancário (imagem abaixo) para receber taxas ilegais cobradas diretamente das vítimas. Iludidos com a promessa de bons salários na construção civil e acabaram se deslocando para Rondônia.

Pedro*(nome fictício), 32 anos, saiu de Santa Helena (MA) e, quando chegou no final de setembro para ajudar a erguer a hidrelétrica de Jirau, recebeu de um homem identificado como sendo irmão da aliciadora Maria Auxiliadora dos Santos Brito um boleto bancário da Caixa Econômica Federal no valor de R$ 150, com vencimento para a data de 15 de outubro.

Como ele não tinha dinheiro para pagar lá no Maranhão. Maria Auxiliadora ficou com todos os seus dados e aceitou que ele pagasse já em Rondônia.

Mas somente com apenas dez dias de trabalho (mais exatamente em 4 de outubro deste ano) ele foi mandado embora antes mesmo da data limite para o pagamento do boleto, que ainda previa multa de 5% ao dia em caso de atraso e mesmo assim a cobrança foi feita. "Não trabalhei nem um mês. Agora eu vou voltar, mas quase sem nada", lamentou o trabalhador.

                         Boletos bancários utilizados para cobrar as vítimas de aliciamento. 
O boleto recebido por Pedro está em nome de "M A dos Santos Brito e Cia Ltda. ME", de Sonora (MS). O nome fantasia desta é Atual Agenciamento de Empregos, que veicula inclusive anúncio na internet à procura de interessados.

Por telefone, Francisco José Cavalcanti, que se apresentou como um dos donos da Atual e confirmou que mantém contrato com a Consarg Construtura e Comércio Ltda., empresa com representação em São Paulo (SP), que, por sua vez, presta serviços em diversas obras sob responsabilidade da construtora Camargo Corrêa - que faz parte, juntamente com a francesa GDF Suez e a estatal Eletro sul e Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), do consórcio Energia Sustentável do Brasil (Enersus), responsável pela construção da usina hidrelétrica de Jirau.

Além da Consarg, Francisco admitiu que faz o recrutamento de pessoas para outras empresas que atuam nas usinas do Rio Madeira quando solicitam o envio de trabalhadores.

Mesmo com a cobrança materializada via boleto em papel, Francisco insiste em negar que a Atual tenha exigido taxas irregulares dos candidatos. Todos os custos, reforça, ficariam por conta da empresa. "Nós já mandamos muitos trabalhadores para Jirau.

A Consarg pede um número determinado e nós somente recrutamos. Temos um pessoal que vai aos municípios, principalmente no Nordeste, e contrata os trabalhadores", assume. 

Para atrair gente, os prepostos da Atual anunciam as vagas e prometem salários tentadores.

"Como as cidades são muito pequenas, é só chegar a uma praça principal e dizer que tem trabalho em tal lugar, o salário é tanto, e que precisamos de tantos homens e o ônibus sairá em tal hora. Não falha", acrescenta Francisco, de forma espantosamente franca e direta. "Nós já temos muitos contatos nestas cidades. Isso também ajuda".

Há casos em que as vítimas fazem até empréstimos para conseguir pagar a taxa cobrada pelos aliciadores e garantir uma vaga de trabalho.

Leandro (nome fictício) emprestou R$ 500 do cunhado. Deste total, R$ 150 foi para o "gato" e o resto ficou na estrada por conta da alimentação durante os quatro dias de viagem de Fortuna (MA) até Porto Velho (RO). Ele decidiu tentar a sorte junto com outras 45 pessoas que saíram do mesmo município para trabalhar na usina de Jirau. Também não chegou a trabalhar nem um mês e foi despedido. "Além de voltar sem dinheiro para sustentar minha família e ainda tenho uma dívida com o meu cunhado”. Isso aconteceu com a maioria que foi no mesmo grupo de Leandro.

Trabalhadores que saíram de Piracuruca (PI) em um ônibus lotado de pessoas que também seriam contratadas pela Consarg ainda pagaram mais caro, cerca de 250,00 e somente trabalharam por um mês e 11 dias nas obras de Jirau.

O paraense João*, de 45 anos, de Tucuruvi (PA) disse que da sua cidade saíram três coletivos lotados de pessoas que chegaram em 31 de agosto com o intuito de laborar nas obras. "Todo mundo no ônibus pagou porque o serviço era garantido. Nós pagamos também a comida na estrada”.

Após os exames admissional, a CTPS de João foi assinada pela Consarg em 10 de setembro. Contudo, João só trabalhou somente seis dias como armador na obra de Jirau sob coordenação da Camargo Corrêa e foi demitido sem justa causa. "Desde os meus 18 anos, trabalho na construção e na minha cidade não tem trabalho. Toda vida eu viajei para trabalhar", contou o operário de 45 anos, 27 deles dedicados às obras dentro e fora do país. "Até no Suriname já trabalhei".

Para o auditor fiscal que coordena as fiscalizações de trabalho escravo da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Rondônia (SRTE/RO), diz que o aliciamento ainda é um problema nas grandes obras de Jirau e Santo Antônio. E que sempre recebe denúncias que relatam o mesmo esquema desde o início das obras. Em relação ao aliciamento, nada mudou principalmente em Jirau"

Que trazem trabalhadores da Bahia, Piauí, Mato Grosso, Sergipe, Pará, Amazonas e Maranhão iludidos com promessas de bons salários. Muitos fazem empréstimos com parentes e até com agiotas para pagar os aliciadores e, quando chegam aqui, trabalham por pouco tempo e recebem bem menos do que a quantia prometida.

As obras de Jirau e Santo Antônio fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, e contam com o suporte de recursos do Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES).

O aliciamento de trabalhadores de um local para outro do território nacional é crime previsto no art. 207 do Código Penal. A legislação determina à pena de detenção de um a três anos, além de multa, todos aqueles com atuação no recrutamento de mão de obra fora da localidade de execução do trabalho, dentro do território nacional, mediante fraude ou cobrança de qualquer quantia do trabalhador, ou, ainda, não assegurar condições do seu retorno ao local de origem.

Para tentar evitar problemas quanto às promessas de bons salários em trabalhos longínquos, os empregadores também devem assinar a Carteira de Trabalho e da Previdência Social (CTPS) dos empregados no local de origem e emitir a Certidão Declatória de Transporte de Trabalhadores (CDTT) junto à unidade do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que atende o local.
 O esquema inclui ainda passagens por postos do Sistema Nacional de Empregos (Sine) - nos mais diferentes Estados da Federação, mas com mais freqüência na unidade de Porto Velho (RO) mesmo, após todo o processo de migração - que fazem parte da estrutura do próprio TEM nada se resolve.

Migrantes que passam pelo Sine de Porto Velho acabam perdendo direitos. "Pela convenção coletiva de trabalho da categoria, ele [migrante] teria direito a baixada a cada quatro meses, além de ter a passagem de retorno custeada pela empresa ao final do contrato", explica Francisco José Pinheiro Cruz, chefe da Procuradoria Regional do Trabalho da 14ª Região (PRT-14). 

Trabalhadores sempre procuram a SRTE/RO para relatar como foram aliciados. Todos relatam que pagaram R$ 150 para Maria Auxiliadora (da M A dos Santos Brito e Cia Ltda. ME), aliciadora que prometeu emprego nas usinas do Rio Madeira. E todos se cadastraram em diferentes agências do Sine. Alguns dos trabalhadores de Minas Gerais e Mato Grosso tiveram de ir até Mato Grosso do Sul, onde a empresa aliciadora está registrada, para se cadastrar.

De acordo com o SRTE/RO, as empresas precisam tomar cuidado para não dar margem à ação de "gatos" porque podem ser responsabilizadas subsidiariamente pelo problema, já que são diretamente "beneficiadas" com o esquema de aliciamento.

Contactada pela reportagem, a assessoria de imprensa do Consórcio Construtor Santo Antônio enviou nota informando que "não faz contratação de profissionais por intermédio de empresas de consultoria ou de agências de emprego e de recrutamento e seleção que cobram honorários de candidatos para participação em processo seletivo".
A empresa Camargo Corrêa sustenta "que é prática comum no mercado de construção pesada contratar empresas terceirizadas para a execução de alguns serviços específicos, tais como limpeza, segurança patrimonial, determinadas escavações etc."

A construtora adiciona ainda que "faz uma seleção rigorosa desses contratados e fiscaliza a atuação dos mesmos em relação a obrigações trabalhistas. No caso de comprovação de desrespeito à legislação por parte do contratado, a empresa busca a adequação e pode até rescindir o contrato. A construtora Camargo Corrêa esclarece por fim que não autoriza terceiros a recrutar em seu nome em troca de taxas. Todas as contratações são feitas diretamente pela companhia ou por meio de empresas renomadas."

As construtoras, contudo, não responderam questões mais diretas sobre o envolvimento com "empresas" que aliciam mão de obra para as obras. A Repórter Brasil entrou em contato com o escritório da Consarg em São Paulo (SP) e em Porto Velho (RO) e foi informada que um funcionário da unidade de Rondônia, responderia questionamentos relativos ao esquema. Contudo, ele não atendeu às ligações da reportagem.
fonte: Repórter Brasil 

Nunca se atrase.

No jantar de despedida, depois de 25 anos de trabalho à frente da paróquia, o padre discursa:

A primeira impressão que tive desta paróquia foi com a primeira confissão que ouvi.. A pessoa confessou ter roubado um aparelho de TV, dinheiro dos seus pais, a empresa onde trabalhava, além de ter aventuras amorosas com as esposas dos amigos. Também se dedicava ao tráfico de drogas e havia transmitido uma doença venérea à própria irmã. Fiquei assustadíssimo. Com o passar do tempo, entretanto, conheci uma paróquia cheia de gente responsável, com valores, comprometida com sua fé.
 

Atrasado, chegou então o prefeito para prestar uma homenagem ao padre. Pediu desculpas pelo atraso e começou o discurso:
 


Nunca vou esquecer o dia em que o padre chegou à nossa paróquia. Como poderia? Tive a honra de ser o primeiro a me confessar.
 
Seguiu-se um silêncio assustador.
   

MORAL DA HISTÓRIA:  Nunca se atrase.
Mas quando se atrasar, fique de boca fechada!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Você é...

Me deu vontade de dizer que você é uma pessoa boa.
Que seu coração é forte.
E que o valor maior sempre residirá depois da sua inquietude.
Me deu vontade de dizer que você é uma pessoa rica.
Que sua vida vale cada segundo.
Que seu destino está escrito nas estrelas e também em cada passo trilhado.

De repente fiquei quieto
me deu vontade de saber aonde você está
continuo quieto
pra ver se ouço algum som
algum sinal da sua voz
quero ver o seu lindo sorriso de novo

Permanecerei atento
assim que chegar faça algum barulho
mesmo que eu já esteja te sentindo no vento
Sinta-se bem, te receberei com alegria
Sou um poeta, amo a beleza da sua presença
simples assim...


João Parizotto!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A FOTO DE MANUEL


O Portugues procura uma foto sua para enviar à familia em Portugal.



Como não achou, foi até o banheiro para pentear o cabelo e sair para
tirar a foto.

Ao chegar ao espelho, percebeu sua imagem refletida e disse:
-Ora pois, vou enviar esse espelho que têm a minha imagem e pronto, assim não preciso nem gastare dinheiro com foto.

Quando o embrulho chegou a Portugal, seu pai foi logo abrindo curioso pra ver a foto do filho que a tempos não via.

Quando se deparou com o espelho, gritou assustado...

-Maria venha cá correndo, veja como nosso filho envelheceu, até parece um velho de 60 anos. E ainda está com a cara de pinguço !!!

Maria ao se debruçar no ombro de Joaquim, disse :

- Coitado do meu filho,também pudera, com essa velha feia, com cara de puta ao seu lado, só podia mesmo virar alcoólatra...

SAUDADES DE TI...

Tenho muito carinho por você...


Mesmo sentindo saudades, convivo com a impossibilidade de ter você ao meu lado.


Sei que é um sentimento impossível, proibido, mais em meu coração ele é verdadeiro, e tem que ser apagado e ignorado.
Tenho que esquecê-lo.

Mas respeito você e por isso prefiro adormecê-lo, até não significar mais nada.

Talvez eu não signifique muito para você, mas espero que você tenha boas lembranças de mim, bons sentimentos e boas imagens que um dia nos  foi possível viver.

Não tenho muito que dizer, mas termino por aqui com minhas saudades e o meu carinho...

Mesmo distante do teu sorriso, mesmo estando ausente,
te adoro e te desejo felicidades... Mesmo sabendo que não
posso estar ao seu lado, fico apenas com o
encanto e a ternura da sua imagem...

Desembargador é acusado de tentar favorecer frigorífico em desfavor de funcionários a pedido do Governador do MS.

O desembargador Abdalla Jallad, do Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região (TRT-24), está sendo acusado de tentar favorecer o grupo JBS, frigorífico em Naviraí (MS), onde trabalhadores estão sofrendo freqüentes desmaios causando danos à saúde por estarem expostos a intenso calor no setor de abate.

O magistrado teria sido instado inclusive pelo governador reeleito do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), a atuar em prol da empresa e em desfavor dos empregados da planta industrial situada no Sul do Estado. Apurações relativas ao caso correm sob sigilo no âmbito do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

De acordo com a acusação, o desembargador tomou a frente de uma articulação para autorizar a JBS a concluir a matança da totalidade dos animais à disposição no referido frigorífico, independentemente dos problemas enfrentados pelas dezenas de operários dedicados justamente ao abate dos animais. Abdalla teria sido acionado pelo governador que, por seu turno, recebera reclamações da direção do JBS - que se apresenta como "a maior empresa em processamento de proteína animal do mundo".

Na prática, a interferência teve, segundo apuração da reportagem, o propósito primordial de buscar convencer o conjunto dos envolvidos - especialmente os que fazem parte do Judiciário trabalhista e do Ministério Público do Trabalho (MPT) - acerca da necessidade de atender os interesses da empresa em manter o ritmo de produção em detrimento de eventuais restrições impostas para minimizar a exposição de trabalhadores a riscos.

Foi por conta desse quadro de riscos que o juiz substituto da Vara do Trabalho de Naviraí (MS), Antônio Arraes Branco Avelino, chegou a conceder liminar, em 9 de novembro, determinando a interdição imediata do setor, que chega a abater 1,3 mil cabeças por dia. O pedido de interdição teve origem no MPT, que fez uma inspeção prévia no local ainda em setembro deste ano e recomendou medidas de climatização para aplacar o calor no ambiente fechado, antes da chegada do verão. No dia 5 de novembro, o procurador Paulo Douglas Almeida de Moraes protocolou o pedido de interdição de todo departamento, depois de ter retornado ao frigorífico e ter constatado que, a despeito das advertências, nenhuma providência havia sido tomada.

No intuito de derrubar a interdição, o grupo JBS impetrou mandado de segurança com vistas à cassação da liminar. No mesmo dia 9, em pleno gabinete do desembargador Francisco das Chagas Lima Filho, relator do mandado e colega de Abdalla Jallad no TRT-24, o MPT e a JBS firmaram um acordo preliminar, com permissão para que o setor se limite ao abate das 5h às 10h30, limite sugerido pela empresa e aceito pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação (STIA) de Naviraí (MS).

Usualmente, a matança avança das 5h às 14h, e a temperatura tende a se elevar mais a partir das 10h. A restrição de horário, conforme o combinado se estenderia até esta quinta-feira (16), prazo para que a empresa pudesse adotar melhorias nas condições de trabalho.

São diversos os registros de desmaios, além de outros problemas de saúde e sintomas de mal estar derivados da exposição recorrente às altas temperaturas. Cobertas por Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), cerca de 150 pessoas matam bois dentro de um ambiente fechado que, segundo o sindicato local, chega a superar os 35 ºC no verão.

Apenas no final de 2009, nove trabalhadores desmaiaram no frigorífico da JBS em Naviraí (MS). Dois deles tiveram de ser encaminhados ao hospital para tratamento dos ferimentos decorrentes das quedas sofridas após os desmaios. De acordo com Paulo Douglas, técnicos de saúde e segurança contratados pelo agente empregador classificaram a situação como de grave e iminente risco, inclusive com possibilidade de morte.

A situação crítica de sofrimento dos trabalhadores do setor por conta da quentura vem se arrastando por anos a fio. "É assim praticamente desde a inauguração do frigorífico, em 1987", relata o presidente do STIA, Algemiro Lopes. Até março deste ano, a unidade de Naviraí (MS) fazia parte do grupo Bertin.  A partir de então, passou a ser gerido pela JBS que, segundo o MPT, absteve-se de promover as mudanças sugeridas pelo órgão a partir da inspeção anterior de setembro e dos avisos correspondentes.

Com a JBS no comando, mais de 300 foram dispensados e o quadro caiu de cerca de 1.8 mil para a casa das 1,5 mil empregados. "A empresa quer que o trabalhador faça a mesma quantidade, mas com menos pessoas", cutuca Algemiro, representante sindical da categoria.

Junto com o problema do calor na matança, a insuficiência de empregados na linha de produção no frigorífico da JBS tem gerado um número elevado de lesionados, sinalizam investigações do MPT. Além disso, é possível identificar a desconsideração de atestados médicos, a incorreção na marcação da jornada e a desconsideração da jornada in itinere.

Contra-ataque
Apesar das pressões para a liberação do abate indiscriminado de cabeças de gado, o acordo que impôs limite de horário para o funcionamento do setor foi mantido até o final de novembro, quando foi instalado um climatizador no espaço. Ainda assim, conta Algemiro, a maioria absoluta (por volta de 90%) dos empregados afetados continua reclamando do calor excessivo mesmo com a utilização do equipamento que não é suficiente.

Diante do papel desempenhado por Abdalla Jallad, que está prestes a se aposentar por ter atingido a idade máxima de 70 anos, o procurador Paulo Douglas entrou com uma representação contra o desembargador por uso indevido de influência política e econômica, para advocacia de interesses ilegítimos de agentes privados empregadores em choque com a garantia do direito básico à saúde de empregados.

Em resposta, o então presidente do TRT-24, Ricardo Geraldo Monteiro Zandona, divulgou nota oficial na qual declara que "o Tribunal, com a celeridade que o caso exigia, instaurou procedimento para apurar a denúncia e, em sessão reservada, com a presença de representante do Ministério Público do Trabalho, concluiu que a conduta do magistrado foi regular e pautada por suas responsabilidades institucionais".

A nota oficial do TRT-24 foi provocada pela manifestação anterior da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), que saiu em defesa de Paulo Douglas, integrante da Procuradoria Regional do Trabalho da 24ª Região (PRT-24) que acaba de se transferir de Dourados (MS) para o capital Campo Grande (MS). Em seu comunicado, a ANPT lembra que o TRT-24 não só arquivou a denúncia contra Abdalla, como armou um contra-ataque. Solicitou que fossem enviados ofícios ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), à Corregedoria-Geral do Ministério Público do Trabalho e ao Ministério Público Federal (MPF), para apurar a correção da conduta do procurador Paulo Douglas nas esferas administrativa e penal.

"Esse fato superveniente também fora devidamente comunicado ao CNJ, sendo requerida a declaração de nulidade do julgado e, ante os fortes indícios de fraude processual, a ampliação do pólo passivo para passar a constar todos os Desembargadores do Regional [TRT-24]", continua a nota da associação. "A situação inspira especial preocupação porque a conduta ilícita, inicialmente praticada por um único Desembargador, foi posteriormente endossada pelo Tribunal Pleno do TRT da 24ª Região, demonstrando, portanto, aquiescência institucional com a conduta".

Posicionamentos
Procurada pela Repórter Brasil, a assessoria de imprensa do TRT-24, entidade a qual pertencem Abdalla Jallad e Francisco das Chagas, se ateve a repassar o conteúdo da nota oficial. Já a empresa JBS reiterou que está a menos de um ano da gestão da unidade de Naviraí (MS) e alegou "nunca ter se furtado em apresentar projetos e soluções" - posicionamento que vai de encontro ao relato apresentado pelo MPT, que esteve no frigorífico em setembro antes de solicitar a interdição do setor de abate em novembro.

O grupo JBS adiciona ainda que concluísse as obras de climatização antes do prazo estabelecido pelo acordo firmado com o MPT e que teve a produção liberada integralmente após perícia feita por auditor do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A empresa não apresentou, contudo, respostas para os questionamentos acerca do registro de desmaios dentro da unidade, da relevância da produção do pólo de Naviraí (MS) e das reprovações dos funcionários quanto à efetividade dos climatizadores na redução do calor.

"Quanto à alegação de interferência externa feita pelo procurador do trabalho, a JBS não concorda e destaca que cabe a ele comprovar essa interferência, vez que o próprio consentiu com todos os atos feitos até agora, tanto é verdade que sequer recorreu deles", emenda o frigorífico.

Já a assessoria de André Puccinelli afirmou que "o assunto não é de conhecimento do governador" e que a nota de apoio ao procurador Paulo Douglas, divulgada pela ANPT trata do assunto em termos condicionais "o que torna difícil uma resposta objetiva". Sem "fato concreto", prossegue membro da equipe governamental, "não há o que comentar".

Não foram respondidas perguntas enviadas pela reportagem sobre as possíveis ações do governo estadual que pudessem se voltar para a proteção da saúde dos que trabalham no frigorífico e também sobre o volume de incentivos fiscais e outros tipos de benefícios usufruídos pela JBS.

O juiz do trabalho Antônio Arraes, que acatou o pedido de interdição do setor de abate do frigorífico por solicitação do MPT, também foi procurado pela reportagem, mas não se pronunciou sobre o caso.

No último dia 29 de novembro, foi realizada sessão de homenagens em função da aposentadoria do desembargador Abdalla Jallad. Um dia depois (30), a esposa dele, Celina Jallad, foi empossada como a primeira mulher conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE) pelas mãos de André Puccinelli. Celina, que é filha do ex-governador Wilson Martins (PMDB) e já foi secretária estadual de ação comunitária, vinha exercendo, pela quinta vez, cargo parlamentar na Assembléia Legislativa do Mato Grosso do Sul.
fonte: Repórter Brasil


Todos os anos aumentam o número de empresas que querem inovar e que estão adotando medidas modernas de gestão de pessoas. Hoje precisamos de gestores, que trazem novo fôlego e um novo pensamento para dentro de suas empresas. Infelizmente ainda existem muitas empresas que conservam um tradicional modo de conduzir pessoas, mantendo sua mente ainda ligada na escravidão, considerando seus funcionários como se fossem seres sem o devido valor manipulados dentro do seu sistema. Será que um dia essa forma de pensar e agir acabará?
Como seria bom se os donos de empresas entendessem que melhorando a gestão de pessoas dentro da sua empresa, significa também melhores lucros e produtividade.
A pior empresa é a que se faz de surda e não se importa se o salário do seu funcionário está abaixo da média. Que o serviço é demais pra ele. Que seu ambiente de trabalho está quente demais, enfim, de que as condições do ambiente de trabalho precisam de melhorarias para que o desempenho dos seus trabalhadores melhore.
A estratégica das organizações SURDAS é desconsiderar seus trabalhadores e acreditar, erradamente, que essa é a melhor forma de conter custos achando que o funcionário reclama sem razão. Para se conseguir melhorias nessas empresas não são recursos financeiros ou tecnológicos. O que pesa seria a mudança de mentalidade de que tem o poder ali dentro. Seria ótimo que esses gestores tivessem inteligência o suficiente para entender que o trabalhador bem tratado e respeitado rende o dobro.
Indignada fico eu, em saber que essas empresas têm o apoio político e de pessoas influentes ligadas à justiça, aonde esses trabalhadores vão à busca da sua dignidade e são simplesmente desfavorecidos do seu direito de cidadão trabalhador.
Será que essas pessoas influentes conseguiram trabalhar dentro de uma sala quente? Seria muito bom para o nosso País se todos tivessem direitos iguais. Imaginaram a economia que nosso País teria tirasse todos os climatizadores das salas de todos os políticos, juízes, procuradores, desembargadores? Não sou contra um ótimo ambiente de trabalho a eles, mais seria ótimo que eles defendessem pessoas trabalhadoras, e que entendessem que todo humano são iguais a eles. Sentem tudo o que eles sentem, e também tem famílias e querem o melhor para elas assim como vocês. Ótimo que muitos políticos e homens que fazem nossas leis consigam deitar suas cabeças no travesseiro e ter uma noite maravilhosa sabendo o quanto foi injusto com uma pessoa trabalhadora e que somente estava buscando os seus direitos.